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“Goianésia não tem transmissão comunitária de coronavírus”, garante secretário de Saúde

Secretário Hisham Hamida, ao lado do prefeito Renato de Castro, durante coletiva no Paço Municipal na manhã de quinta-feira.

Após Goianésia ser destaque em Goiás como a quarta cidade com mais registros de Covid-19, com 8 casos confirmados, o prefeito Renato de Castro (MDB) e o secretário de Saúde, Hisham Hamida concederam na manhã de quinta-feira (9) uma coletiva de imprensa para anunciar a criação de um comitê de enfrentamento ao coronavírus.

O comitê é formado, de acordo com o prefeito, com diversos segmentos da sociedade, como entidades religiosas, empresariais e sociais. Reunir-se-á todas as segundas-feiras, às 13h, para discutir os problemas e elencar soluções.

“O momento é delicado, mas não é desesperador”, define o prefeito. “Iremos escutar as melhores cabeças da cidade para tomar as melhores decisões”.

Questionado sobre o número elevado de casos, o secretário de Saúde, Hisham Hamida minimizou. “Não há um estudo para definir se é alto ou baixo”, disse. Sobre as prováveis causas dos casos em Goianésia, ele citou quatro: tamanho da cidade, por ser uma cidade de passagem, ter grandes empregadores e a ida a Goiânia das pessoas.

Com 70 mil habitantes, Goianésia é a 19ª nova cidade mais populosa do Estado. Em número de infectados está em quarto lugar, atrás de cidades com população superior a 230 mil habitantes. Goianésia não está situada às margens de rodovias federais, como por exemplo, a BR-153. O Norte do Estado e do país se comunica com Goiânia por meio da BR-153, não passando por Goianésia. Comunica-se com Brasília pela BR-080, da mesma forma não passando dentro da cidade.

Sobre ter grandes empregadores, o próprio secretário, mais adiante na entrevista afirma que não há transmissão comunitária em Goianésia. “Estamos no nível 1, que é quando há casos confirmados. O caso 2 é quando há transmissão comunitária, que não é o caso de Goianésia”, disse. Sobre a ida a Goiânia, dezenas de cidades mais próximas à capital não apresentaram muitos casos, algumas sequer apresentaram.

O secretário explicou que entre os casos confirmados há apenas um internado, que todos são de grupo de risco e que ninguém com mais de 50 anos testou positivo até agora.

Sobre o fato de a prefeitura não ter comprado nenhum respirador artificial o secretário explicou que com o início da pandemia o Ministério Público vetou a venda aos Estados e municípios, ficando a cargo do ministério a centralização e distribuição conforme as necessidades.

Goianésia teve dois casos de pacientes curados. Há ainda 35 pessoas com suspeita, esperando resultados laboratoriais.

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