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Secretário estadual de Saúde critica medidas de Renato de Castro no combate ao coronavírus

O secretário estadual de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, criticou as medidas adotadas pelos prefeitos de Valparaíso de Goiás, Pabio Mossoró, e de Goianésia, Renato de Castro, no combate ao coronavírus. Ao ser questionado sobre os municípios que não estão fazendo o dever no controle da doença, o secretário foi categórico ao citar a cidade de Valparaíso de Goiás, no Entorno de Brasília, e Goianésia, no Vale do São Patrício. “Dos 246 municípios, vários tomaram atitudes muito precoces de liberação do comércio sem qualquer estrutura”, afirmou. A declaração foi feita em entrevista a um telejornal da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás.

Ismael Alexandrino defendeu também que existem “municípios que abriram o comércio de forma escalonada, mas são municípios que investiram em estrutura”. Segundo Alexandrino, é preciso ter responsabilidade ao tratar da pandemia. “Temos munícipios no interior do Estado que abriram por completo e hoje em dia já estão começando a recrudescer”, disse ao citar Goianésia e Valparaíso. “É uma doença que não dá para brincar”, completou.

Segundo Boletim Epidemiológico divulgado pela prefeitura de Valparaíso de Goiás nesta quarta-feira (24), a cidade conta com 1.671 notificações. Do total, 453 casos foram confirmados. Na cidade, já foram registradas 16 mortes por covid-19.

Já em Goianésia, segundo Boletim divulgado na quarta-feira (24), são 141 casos confirmados e 4 mortes por covid-19. Recentemente, a Universidade Federal de Goiás (UFG) realizou um levantamento sobre a situação da doença em Goianésia. Segundo o inquérito da universidade, considerando a taxa de prevalência, a cidade pode ter em média 2.4 mil pessoas infectadas pelo coronavírus atualmente. Goianésia já ocupou o posto, segundo a UFG, de cidade com o maior número proporcional de casos de covid-19.

Anderson Alcantara

Jornalista e Escritor

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