EM SÃO DOMINGOS
11 de Abril de 2018

Casal de namorados é condenado por homicídio triplamente qualificado

O Tribunal do Júri de São Domingos condenou, na segunda-feira (9), Dioclésio Sales Demarães e Kenise Liany Xavier Lima a penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de prisão, pelo homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de José Luiz Barbosa.

Para Dioclésio, a pena final foi de 29 anos e 11 meses, e para Kenise, 21 anos e 3 meses. O crime ocorreu em 21 novembro de 2016, em São Domingos, no nordeste goiano.

A sessão do júri foi presidida pela juíza Thaís Lopes Lanza Monteiro, sendo a acusação sustentada pelo promotor Bernardo Monteiro Frayha.

Na denúncia, oferecida em dezembro de 2016 pelo promotor Douglas Chegury, é exposto que os réus, com o auxílio de um primo de Dioclésio, Teoclésio de Sales Pereira, desferiram golpes com um pedaço de madeira contra a cabeça José Luiz.

De acordo com o próprio réu, o crime ocorreu após um desentendimento dele com a vítima, sendo que todos estavam alcoolizados no momento do crime. Em seguida, Dioclésio, com o auxílio do primo e do pai, Alcides Manoel de Sales, furaram um buraco no terreno ao lado e enterraram a vítima, enquanto Kelise limpou o sangue do local do homicídio. Os quatro foram denunciados pelo MP, no entanto, Teoclésio está foragido, enquanto Alcides aguarda julgamento. Dioclésio já tinha passagem na polícia por homicídio.

No Júri, o promotor sustentou que Dioclésio e Kelise praticaram o crime de homicídio, com as qualificações de motivo fútil, meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver. Pela defesa, sustentou-se, no caso de Dioclésio, por legítima defesa, e por Kelise, pela negação da autoria. Os jurados consideraram os réus culpados, e aceitaram as três qualificadoras.

Dioclésio foi sentenciado a 29 anos e 11 meses de reclusão e 147 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo, enquanto Kelise deverá cumprir 21 anos e 3 meses de reclusão e pagamento de 65 dias-multa. Os réus devem iniciar o cumprimento de suas penas privativas de liberdade em regime inicialmente fechado. Os dois já estão presos.