INCLUSÃO SOCIAL

Atendimento aos deficientes físicos em Goianésia é modelo a ser seguido

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Goianésia é referência em inclusão social em Goiás em diversos setores. Um deles é o cuidado que a Prefeitura tem com os deficientes físicos. Por meio da secretaria da Mulher, Família e Direitos Humanos, existe dentro da estrutura pública a Central de Apoio ao Cadeirante (CAD).

Desde novembro do ano passado, o departamento é comandado pela educadora Deilane Almeida Ribeiro, que substitui Vanessa Abreu, que foi escalada para assessorar a primeira-dama Eloá Menezes, responsável pela secretaria que abriga o projeto.

Pós-graduada em Orientação Educacional, a pedagoga Deilane está levando adiante a missão criada pelo prefeito Leonardo Menezes e pela primeira-dama Eloá Menezes: oferecer dignidade a quem antes era invisível dentro da sociedade. A prefeitura fornece um carro adaptado, que busca e leva os deficientes até locais como bancos, hospitais, órgãos públicos, entre outros. O serviço, que é disponibilizado desde o ano passado, mudou radicalmente a vida de mais de 60 pessoas, que estão cadastradas no sistema.

“Além disso, entregamos todos os meses até 12 cestas básicas às famílias de cadeirantes que estão em vulnerabilidade. Ajudamos nos encaminhamentos e outras demandas deles. Todos estamos aqui com a missão de servir o próximo”, afirma Deilane.

Os deficientes cadastrados são pessoas de classe baixa. Suas famílias não possuem veículos. Antes, eles precisavam contar com a ajuda de vizinhos, parentes ou desconhecidos para se locomoverem. E o constrangimento de sentar em um carro sem adaptação. Tudo de uma dificuldade que os faziam desanimar. A maioria não fazia os tratamentos. Muitos viam sua situação piorar e até morriam por falta de oportunidade. Resumindo: não era vistos, não eram acolhidos como cidadãos.

Uma das pessoas atendidas é o aposentado Jesus Borges Vieira. Ele não tem parte da perna esquerda, amputada após um grave acidente em 2020. Desde que a Central foi implantada, Jesus é beneficiado. O motorista Adailton Silva todas as terças, às 14h, vai até sua casa, no bairro Jardim Esperança e o leva até a fisioterapia. Ele também é conduzido em hospitais, farmácias e ao banco, para receber sua aposentadoria. “É uma benção na minha vida. Agradeço demais a toda equipe pelo carinho. Eu não teria condições de pagar táxi para me levar”, diz.