VISTORIA
15 de Janeiro de 2018

Armas e outros itens são encontrados em vistoria realizada pelo MP e demais órgãos

O Ministério Público de Goiás, por meio do coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do MP-GO, Luciano Miranda, realizou, ao lado de representantes do Poder Judiciário, da Polícia Militar, da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás, vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia.

Durante a inspeção, o grupo encontrou diversos artefatos, tais como 16 celulares, 5 baterias, 2 porções de entorpecentes, 2 pendrives, 8 chips de celular, 5 ceguetas, 2 facas, 11 chuchos, 1 navalha, 3 cachimbos para uso de drogas, 1 facão, 9 barras de ferro e 1 alicate.

Miranda afirmou que o encontro de tantos itens não chega a ser novidade, infelizmente. “Já houve casos de encontrar mais de R$ 70 mil em espécie em celas. E os itens entram mesmo, pois as portas de entrada são muitas. Isso só vai acabar quando houver mais investimento, mais agentes penitenciários e houver a melhoria da estrutura”, afirmou.

A visita cumpriu determinação da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Carmén Lúcia, que esteve em Goiânia nesta semana 11 dias após rebelião deflagrada por presos de alas distintas, na qual ocorreram nove mortes.

Além do promotor, também participaram da inspeção o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa; o diretor-geral adjunto, tenente-coronel Agnaldo Augusto da Cruz; o superintendente da DGAP, Jonathan Marques da Silva, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves.

PGA
A reestruturação do sistema penitenciário será o tema prioritário de atuação do Ministério Público de Goiás para 2018-2019. A definição da bandeira institucional para o próximo biênio ocorreu com a aprovação, pelo Colégio de Procuradores de Justiça, da proposta de Plano Geral de Atuação (PGA), encaminhada pela Procuradoria-Geral de Justiça após ampla consulta e votação pelos membros do MP-GO nos 17 encontros regionais do projeto PGJ Presente e de construção do PGA, realizados ao longo de seis meses.