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Secretário de Saúde fala sobre a situação delicada que Goianésia vive com tantos casos de Covid-19

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Na terça-feira (7) nossa equipe entrou em contato com o secretário de Saúde de Goianésia, Hisham Hamida, por meio de sua assessoria de imprensa, para uma entrevista sobre a pandemia de coronavírus na cidade. Goianésia já é a quarta cidade em Goiás em número de casos. A primeira proporcionalmente. Os números aumentam a cada dia.

Foi solicitado que as perguntas fossem enviadas por e-mail. Foram respondidas na quarta-feira (8). Na terça a cidade contava cinco casos confirmados. Um dia depois já são 8.

Segue a entrevista na íntegra:

Nestes cinco casos confirmados em Goianésia e nos 33 que são tratados como casos suspeitos: quantos deles estão e foram hospitalizados e quantos estão sendo monitorados em casa?
1 Hospitalizado e 2 domiciliar.

Quais hospitais estão recebendo os casos confirmados e que estão apresentando sintomas mais sérios?
Toda a rede está à disposição, e quando necessário são encaminhados ao hospital de referência estadual.

Desde o início da pandemia, que tipo de estrutura a secretaria de Saúde aumentou especificamente para o caso: adquiriu respiradores, ventiladores pulmonares, montou leito de UTI, equipou algum lugar específico para o atendimento?
O Sistema Único de Saúde se conforma em rede, e com responsabilidades dos três entes federados de acordo com as pactuações e níveis de complexidade. Montamos o Centro de Referência do coronavírus para triagem atendimento e coleta.

Em relação à estrutura ociosa que há em Goianésia (como Credeq e Policlínica) há alguma possibilidade desses prédios serem equipados e usados para algum tipo de ação? Eles poderiam ser hospital de campanha? Há tratativa com o governo do Estado neste sentido?
Por se tratar de estruturas de gestão estadual, que foram “inauguradas” e nunca entraram em funcionamento, a utilização depende do planejamento estadual, porém o município já sinalizou ao governo estadual sobre essas unidades, e que poderão sim ser utilizadas de acordo com a necessidade.

Esses casos confirmados e os suspeitos têm alguma relação, alguma linha comum, são todos interligados ou sem relação um com o outro?
Trabalhamos com investigação epidemiológica em todas as linhas, e reforçamos os cuidados a serem tomados em todas as situações, independente da origem do caso.

O show no Centro Cultural no dia 14 de março teve alguma relação direta ou indireta no número de casos suspeitos e confirmados que estão aparecendo? Foi um gatilho?
Direta não, já indireta toda situação tem relação, desde a apresentação citada, até os treinamentos ministrados nas usinas, quanto ao não respeito à quarentena e às recomendações da secretaria municipal de saúde.

Qual a explicação para Goianésia estar com elevado número de casos confirmados e suspeitos? Alguma pista de como o vírus chegou à cidade?
Gostaria muito de termos essas respostas para te oferecermos!