NENHUM DOS CANDIDATOS TEVE CARGO PÚBLICO ELETIVO

Disputa em Goianésia não terá nenhum figurão como candidato a prefeito

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Quem há dois meses afirmasse que a eleição de 2020 colocaria frente a frente na disputa pela prefeitura de Goianésia Pedro Gonçalves e Leonardo Menezes certamente seria chamado de louco, alienado ou alguém que não entende nada de política.

Mas estamos em 2020 e parece que há uma janela cósmica que permite alguns tipos de excentricidades, inclusive no universo político. Voltando mais um pouco no tempo: se alguém, há um ano, afirmasse que PSDB e MDB deixariam a briga eterna e se uniriam no mesmo palanque, também certamente seria merecedor de uma camisa de força. 2020.

O que ficou de definido na semana: o prefeito Renato de Castro foi de fato, barrado no baile, por Daniel Vilela – o presidente estadual do MDB -, que abençoou junto com Jalles Fontoura e Otavinho a chapa Pedro Gonçalves e Marco Antônio Maia. Renato acionou o Plano B: seu primo Leonardo Menezes (DEM) e o advogado Aparecido Costa (PTB). O PT se decidiu por Carlos do Itapuã. É a primeira vez em 32 anos que o PT terá candidato a prefeito em Goianésia. A se confirmar é a primeira vez no século que a cidade terá mais que dois nomes na disputa pelo Paço Municipal.

Há outras situações em curso. O empresário Emerson Autovip pode ou não ser candidato a prefeito pelo PP. O dentista Antônio Otoni ainda pode ser o nome do PSD na disputa. Apesar de terem feito suas convenções, ainda estão correndo as articulações finais.

Independente do cenário que se formará oficialmente, de certo há que Goianésia não terá nenhum figurão da política na disputa. Quem vencer a disputa ocupará pela primeira vez um cargo público eletivo. Nenhum dos concorrentes já foi eleito para qualquer disputa. Pedro, Marco Antônio e Leonardo sequer foram candidatos em alguma outra ocasião. Será o início do século XXI para a política de Goianésia.