JUSTIÇA IDENTIFICOU COMO PESQUISA FRAUDULENTA
27 de agosto de 2020

Justiça Eleitoral impugna pesquisa realizada por instituto que divulgou pesquisa em Alexânia e Corumbá de Goiás

A Justiça Eleitoral impugnou uma pesquisa de intenção de voto, realizada em Vianópolis pelo Instituto Ipop Cidades e Negócios Eireli, veiculada num jornal local.

A decisão considerou a pesquisa irregular e fraudulenta. Trata-se do mesmo instituto que realizou uma recente pesquisa nas cidades de Corumbá de Goiás e Alexânia, além de outras cidades Goiás a fora.

Diante da liminar ajuizada pelo PP de Vianópolis, a juíza Nathália Bueno Arantes da Costa determinou a suspensão da divulgação da pesquisa no prazo de 24 horas, sob pena de multa no valor de R$ 5 mil por dia de atraso.

“A legislação tipifica com crime a divulgação de pesquisa fraudulenta, sujeitando-o à pena de detenção de seis meses a um ano e a pena pecuniária, e trata como ilícito eleitoral a divulgação de pesquisa sem prévio registro”, cita a juíza, ao publicar a sentença.

Na liminar, o partido apontou algumas irregularidades na realização da pesquisa, como a metodologia, que embora tenha informado a abordagem de indivíduos em transição, não informou o endereço, bem como quantas pessoas entrevistadas em casa e em fluxo. Também citou a margem de erro, que apontou ser de 5%, “mas, levando em consideração a quantidade de pessoas entrevistadas (252), a margem de erro, deveria ser 6,2%”.

Pesquisas falsas de intenção de votos ou sem o devido registro na Justiça Eleitoral podem trazer graves prejuízos à sociedade, vez que possuem o condão de macular a opinião pública e influenciar no processo democrático.